No último dia 13, dois petroleiros no golfo de Omã foram atacados, o Kokuka Courageous e o Front Altair, enquanto saiam do Golfo Pérsico. Esse ataque, está abalando não só o sistema Internacional, mas está elevando os preços do petróleo. Após este último ataque, o preço do barril fechou o dia ontem a quase USD 62.
Mas esse não é o único ponto a ser avaliado, após o acidente envolvendo os petroleiros, a tensão continua por vários motivos:
1. Pela expectativa do parecer que será apresentado pelo Conselho de Segurança da ONU, que se reuniu em caráter de urgência;
2. As acusações dos EUA ao Irã, responsabilizando-os pelos ataques, já que houve, no passado, uma ameaça de fechar o Golfo de Omã por onde passa uma boa parte do petróleo mundial;
3. Como se não bastasse as tensões por parte dos EUA e Rússia, que estão em lados opostos na mesa de negociação, o grande aliado da Rússia é o principal acusado de ser responsável pelos ataques, o que resultaria não só em uma tensão na Região, mas também pode gerar uma insegurança na ONU já que estamos falando de duas grandes potencias dentro do CS.
4. De um outro ponto de vista, podemos destacar que além do preço do petróleo ter essa volatilidade maior após os ataques e as incertezas na região, a distribuição de boa parte desse commodity pode se tornar mais complicada, o que poderá resultar em maiores sanções econômicas e comerciais a esse grande player da OPEP (o Irã), mas, pode em outra perspectiva, alargar o trade do ouro negro em outras partes do mundo, aumentando a exportação do commodity por preços mais atrativos para quem estará exportando.

Agora, acompanharemos os próximos passos na região para avaliar os possíveis impactos no Brasil e no mundo no setor petroleiro.

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/06/13/internacional/1560411419_650275.html